Governo aposta em reformas para superar a crise

O governo decidiu partir para o enfrentamento para reagir à mais grave crise desde que o presidente Michel Temer assumiu há um ano, e tentar tocar as reformas, especialmente a da Previdência, em um esforço para demonstrar que ainda tem força, depois de o peemedebista anunciar que não tem qualquer intenção de renunciar ao mandato. "O presidente jamais cogitou qualquer saída que não fosse o enfrentamento da crise", disse uma fonte. "Vamos insistir nas reformas. Se algum partido achar que não deve votar, explicite seus motivos para a sociedade e arque com as consequências."

A crise se instaurou depois da notícia de uma gravação na qual Temer teria dado aval ao empresário Joesley Batista, um dos controladores da JBS, para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Mas a divulgação dos áudios no final da tarde melhorou o clima no Palácio do Planalto. "Não existe nada de pagamento. É só sobre a relação entre eles", argumentou uma fonte do Planalto.

Aprovar as reformas, na avaliação de auxiliares de Temer, é o caminho que o governo ainda tem para recuperar alguma confiança do mercado. Pela manhã, irritado, Temer afirmou que o que estava acontecendo parecia uma "conspiração", e que o governo vinha passando por um bom momento e que não iria deixar isso atrapalhar.

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