Preços da soja podem subir

O Quarto Relatório de Acompanhamento de Safras, divulgado nesta quinta-feira pela Conab, trouxe alterações muito importantes sobre a soja em grão para o período. Na visão do analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, os números podem ser positivos no médio prazo.

Por um lado estão projetados os maiores estoques iniciais dos últimos seis anos, subindo para 1,92 milhão de toneladas, contra 1,48MT da safra anterior. Foi registrado o segundo maior volume de produção da história da soja no Brasil – 110,44 MT, queda de 3,8% em relação à safra anterior.

Por outro lado, haverá volume recorde de consumo interno, graças ao aumento do uso do óleo no etanol, para 47,28 MT. Por outro. O volume de exportações será o segundo maior da história do País, com 65 milhões de toneladas, queda de 4,6% em relação à temporada anterior. 

O mais importante resultado é o menor nível de estoques finais dos últimos seis anos: apenas 472,9 mil toneladas, cerca de 75,32% a menos do que as 1,92 milhão de toneladas da temporada anterior.

Quais as consequências disto sobre os preços? Segundo Pacheco, é a forte possibilidade de alta nos preços internos porque redução nos estoques finais significa alta no mercado: “Esta redução nos estoques está ligada a dois fatores: a continuação do excelente fluxo das exportações que dever se manter 23,78% ou 12,49 milhões de toneladas acima da média dos últimos 5 anos; e o aumento do uso interno do óleo de soja na mistura de biocombustíveis para 10% a partir de março, elevando em pelo menos 1,5 milhão de toneladas o uso interno da soja em grão”.

“É impossível projetar um preço a que pode chegar a soja, mas, recomendamos que os agricultores fiquem atentos às oscilações diárias do mercado, observando principalmente dois pontos: a sua rentabilidade, ao invés do preço (o preço engana muito, vide safra 2016/17); o gráfico, mais do que o fechamento, porque ele mostra a tendência”, conclui o analista da T&F.

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