Tecnologia é o melhor seguro agrícola contra incertezas climáticas

  • Em 2020, devido à ocorrência do fenômeno La Niña, as chuvas de primavera demoraram a chegar no Centro-Sul do Brasil, retardando o plantio de grãos. Em outros tempos, isso poderia levar a uma quebra generalizada da safra de grãos, da ordem de 10 a 20%. No entanto, em sua previsão de safra 2020/2021, anunciada no dia 10 de novembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou um novo recorde de produção: 268,9 milhões de toneladas de grãos ou 11,9 milhões de toneladas a mais do que o total colhido na safra 2019/2020. São 135 milhões de toneladas de soja, consolidando o Brasil como primeiro produtor mundial da oleaginosa, e 104,9 milhões de toneladas de milho, a maior safra da história!
  • Confira as estimativas da Conab aqui ou aqui.
  • O fenômeno La Niña é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico, tendo como consequência a intensificação da circulação atmosférica equatorial. No Brasil, de modo geral, isso significa aumento das chuvas no Nordeste e seca nas regiões Sul e Sudeste. Veja as consequências do La Niña neste ano de 2020, no link.
  • Os produtores brasileiros hoje têm condições de driblar as adversidades climáticas graças a investimentos em inovação, tecnologia e maquinário. Um bom exemplo é o aproveitamento da janela de plantio, tempo de semeadura antes determinado pela ocorrência das chuvas de primavera. Hoje essa janela pode ser reduzida dos tradicionais 10 a 15 dias para menos de uma semana. Ou seja, o atraso das chuvas pode ser compensado, o produtor não está totalmente à mercê do clima.
  • A generalização da prática de plantio direto na palha, com a semeadura realizada durante a colheita, “no pó” (antes das chuvas), é outra vantagem contra as flutuações climáticas. A umidade armazenada no solo é suficiente para assegurar a boa produtividade das sementes. E toda a tecnologia empregada na produção das sementes – boa genética, vigor, resistência, variedade adequada – também conta pontos em favor do produtor.
  • Os recursos tecnológicos hoje disponíveis ainda contribuem para a redução de perdas devido a doenças associadas ao clima ou à proliferação de ervas daninhas favorecida pelo tempo. Se chove demais e os fungos atacam a lavoura, existem fungicidas para salvar a colheita. Se as ervas daninhas germinam e crescem rápido no meio da cultura, o controle está ao alcance da mão, com o uso de máquina de fluxo variável.
  • Até as tempestades têm remédio: se o granizo ameaça a produção de frutas, a cobertura com telas afasta o perigo do pomar. Assim, menos sujeito aos impactos do clima, cada produtor brasileiro hoje garante alimento para cerca de 200 pessoas. Ou, considerando que apenas 11% dos agricultores brasileiros respondem por 87% do valor da produção nacional, cada um deles alimenta aproximadamente 2.000 pessoas!
  • Saiba mais sobre o número de produtores e sua relação com o valor de produção no artigo de Eliseu Alves, disponível no link.

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