É tempo de Advento e o agro entra nas casas com os símbolos do Natal

Coluna Evaristo

• A decoração de Natal nas residências marca o período de preparação espiritual para a chegada do Menino Jesus. Quatro semanas antes do Natal tem início o tempo do Advento. Assim, em 2020, a partir do domingo 29 de novembro, os enfeites, as luzes e sua simbologia passam a ser o centro das atenções.

• O Advento segue até o início do novo ano e os enfeites só são retirados na Epifania ou Dia de Reis, no seis de janeiro. Em diversos países, inclusive, a troca de presentes acontece no Dia de Reis e não na véspera ou na manhã de Natal.

• São muitos os símbolos levados do campo para dentro das residências. É sempre um agro Natal. Os pinheiros, sempre verdes, simbolizam a esperança e a vida. Sua forma triangular evoca a Trindade. Diversas espécies de pinheiros, tuias e ciprestes são cultivadas por meses ou mesmo anos, especialmente para enfeitar os lares nesta época.

• Antigamente, as árvores de Natal eram enfeitadas com maçãs vermelhas, simbolizando o Novo Éden, o Novo Paraíso, a Nova Árvore da Vida. Hoje as maçãs foram substituídas por bolas e outros tipos de enfeites, representando os frutos espirituais, as virtudes, os desejos, os sonhos.

• A árvore e os enfeites de Natal mantêm o contraste do verde e do vermelho nas decorações. Plantas como poinsettias, antúrios e amarílis marcam presença. Em alguns casos, o vermelho é substituído pelo dourado ou pelo amarelo de flores como as craspédias, simbolizando o ouro, um dos presentes dos Reis Magos ao Menino Jesus.

• Do lado de fora das casas, além das luzinhas, o principal símbolo é a guirlanda, no batente da porta de entrada para abençoar quem por ali passar. É o símbolo vegetal do entrelaçamento do divino com o humano.

• O formato da guirlanda é um círculo, sem fim, infinito. É a letra Ó, da Nossa Senhora do Ó. Um Ó grande, Ó Mega, o Ômega do alfabeto grego. Em Jesus, Deus habita entre nós para sempre.

• No Hemisfério Sul é verão. E a abundância de frutas frescas – ameixas, pêssegos, peras, maçãs, goiabas, uvas, laranjas, tangerinas, abacaxis, melões, melancias, cerejas, figos – acompanha as ceias de Natal e suas mesas fartas em proteína animal nobre. As festas se estendem até Ano Novo, com a mesma fartura e a presença das nozes e castanhas.

• Nas mesas mais tradicionais, a iluminação ainda é feita com velas. Elas reúnem o reino animal (na cera de abelha), o reino vegetal (no algodão ou linho do pavio) e o reino mineral (na chama e nas cinzas). No Natal, as velas simbolizam Jesus Cristo, a luz do mundo.

• A pecuária e os pecuaristas estão presentes no presépio. No estábulo, em Belém, Jesus foi acomodado numa manjedoura, entre palha e feno, aquecido por um boi e um jumento. Depois vieram os pastores com ovelhas, cabras e cães, visitar o Menino. E os camelos trouxeram os Reis Magos, orientados pela estrela guia, a mesma colocada no topo da árvore de Natal, representando a luz divina.

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