Parceria empresarial Brasil-Espanha é a boa nova da micareta

•Mesmo sem as festas de Carnaval, o dia 11 de março marca o dia da micareta em 2021. E qual o significado de micareta? Algo a ver com careta e indumentárias carnavalescas, como dizem na Internet? Não. Micareta é uma festa tradicional católica, chamada de mi-Carême, em francês. A palavra significa “meia Quaresma”.

•No meio da Quaresma, havia uma suspensão do jejum e uma pequena celebração. Esse festejo entre o Carnaval e a Páscoa começou na Idade Média na Europa. E ainda ocorre nos dias de hoje, em vários países. Em 2021, o meio da Quaresma é no 10 de março, portanto a micareta é celebrada no dia seguinte, 11 de março.

•Confira um pouco da história da mi-Carême (em francês) no link https://fr.wikipedia.org/wiki/Mi-Car%C3%AAme.

•No Brasil, a introdução da micareta pelos portugueses, como festa urbana, ocorreu primeiramente em capitais. Depois foi adotada em outras localidades. Não foi inventada em Feira de Santana, conforme alegam alguns sites. Desde os anos 1990, a micareta se espalhou como uma grande festa, em várias cidades. E, hoje, é essencialmente um carnaval fora de época, tendo perdido o sentido da metade da Quaresma.

•Em outros países, a comemoração segue tradicional. Na França, em algumas cidades, ainda é evocada como fendre-la-vieille. Nestas localidades, à noite, serram-se madeiras e bonecos da velha, símbolos da morte. A morte partida ao meio. Meia Quaresma já foi vencida. E isso é uma boa nova.

•Assista a um vídeo da “festa de serrar a velha” em Portugal, no link https://www.youtube.com/watch?v=JzzkGkaKlSs&feature=share.

•Em tempos de COVID-19, é melhor festejar a micareta apenas em família. Ou por meio de boas notícias. E neste ano de 2021, a micareta chegou com uma boa notícia, revigorante para o agro: a fusão de duas grandes empresas dedicadas à comercialização de frutas. A brasileira Agrícola Famosa, do semiárido nordestino, e a gigante espanhola Citri&Co anunciaram uma associação. Elas vão atuar juntas na expansão do mercado europeu de frutas frescas e, possivelmente, abrir portas também no Oriente Médio. É uma demonstração de vigor de produtos tradicionalmente pouco exportados, diferentes das commodities mais conhecidas como soja, milho, café e açúcar.

•A parceria impulsionará a produção de frutas para exportação no Brasil, abrindo caminho para outras frutas além do melão e da manga, já comercializados em larga escala. E trata-se de uma produção de alta qualidade, com muita tecnologia e muita sustentabilidade. Para se ter uma ideia, o melão produzido pela Famosa, no sertão nordestino, chega ao mercado europeu com uma pegada de carbono menor do que o melão produzido na Espanha. Mesmo considerando todo o combustível usado no transporte através do Oceano Atlântico!

•O Brasil é o terceiro produtor mundial de frutas, mas a maior parte ainda é para consumo interno. O país está em 23º lugar entre os exportadores mundiais de frutas. Merece galgar muitas posições nesse ranking, à base do aumento de produtividade responsável.

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