Agro contribui com os símbolos mais tangíveis da Páscoa

 

O domingo, 28 de março de 2021, foi dedicado à Festa de Ramos, talvez a mais vegetal das festas religiosas, para honra e glória da fotossíntese. Em 2021, o mesmo domingo também foi a primeira lua cheia depois do Equinócio de Outono seguido, portanto, do domingo de Páscoa, segundo rege o calendário litúrgico da Igreja Católica. Entre os dois domingos, é a Semana Santa, marcada pelos símbolos da cruz, do cordeiro, do coelho de Páscoa e seus ovos e da colomba pascal.

Como no Natal, a agropecuária brasileira é convocada para garantir os símbolos, as realidades tangíveis, sagradas, profanas e até gastronômicas da Páscoa. Destaque para o peixe da Sexta Feira Santa, o cordeiro do Domingo da Páscoa e os ovos de chocolate, feitos com cacau.

A piscicultura brasileira cresce 5% e garante alimento de qualidade, diversificado e com sanidade. Evita o depauperamento dos pesqueiros naturais, ajudando a preservar a biodiversidade de rios e oceanos.

O Paraná segue sendo o maior produtor, com 154 mil toneladas, seguido por S. Paulo, com 70 mil toneladas. Graças, sobretudo, à piscicultura na Amazônia, 38% da produção resulta de espécies nativas como pacu e tambaqui.

Atualmente, comprar bacalhau é comprar dólares. A Semana Santa é o grande momento da piscicultura nacional.

Assista à live sobre as perspectivas da piscicultura nacional, realizada pela Embrapa Piscicultura: https://www.youtube.com/watch?v=w9WDVM-NtQQ.

E leia mais sobre a profissionalização da cadeia da piscicultura nacional no link https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/59944353/alevinos-sao-a-semente-da-piscicultura-mostra-curso-de-videoaula-da-embrapa.

Os ovinos foram uma das primeiras espécies animais domesticadas pelo homem. A ovinocultura brasileira evoluiu em qualidade de carne e de produtos, sobretudo pelo aprimoramento das raças e do manejo. São cerca de 14 milhões de ovinos, dos quais 9 milhões estão no Nordeste, única região com rebanho em crescimento.

Quanto aos ovos de chocolate, hoje têm pouco do nosso cacau, cuja produção ainda está muito aquém da demanda. O Brasil já foi o maior produtor e exportador. Hoje é o sétimo produtor e grande importador. Só da Suíça, importamos 35 mil toneladas (e a Suíça não possui um único pé de cacau em produção). A decadência resultou do desastre causado por bioterroristas “iluminados”. Eles levaram de propósito a praga da vassoura-de-bruxa de Rondônia para destruir as plantações, a riqueza e os empregos no sul da Bahia. Conseguiram.
Saiba mais sobre o ataque bioterrorista ao cacau da Bahia nos links https://jus.com.br/artigos/79811/a-crise-da-lavoura-cacaueira-no-sul-da-bahia e https://www.sna.agr.br/mercado-de-cacau-do-crime-bioterrorista-a-busca-pela-autossuficiencia-do-brasil-2/.

Simbolicamente, a Páscoa evoca a vitória sobre a morte, sobre tudo que impede a vida e o viver. Páscoa é passagem para a vida eterna, pela ressurreição. Que ela marque o início do fim da praga da COVID-19 e o triunfo da vida. Santa Páscoa a todos!

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