Aumento na produção de maçãs favorece exportação

 

•Maio marca o final da safra da maçã no Brasil. A fruta, que começa a ser colhida em janeiro, fica disponível o ano todo para o consumidor, armazenada em câmaras frias. O Brasil produz duas variedades de maçã: a Gala (de origem neozelandesa, e a Fuji (de origem japonesa).

•Em 2019 foram colhidas 1.258.000 toneladas de maçã. Em 2020, foram cerca de 1,1 milhão de toneladas, uma redução devido ao baixo calibre da fruta por falta de chuvas. Santa Catarina concentra 51% do plantio brasileiro da fruta e deverá colher mais de 550 mil toneladas de maçã na safra 2020/21. Segue o Rio Grande do Sul (44%) e o Paraná (5%).

Confira o andamento da safra de maças de Santa Catarina no link https://www.epagri.sc.gov.br/index.php/2021/02/11/safra-catarinense-de-maca-espera-colher-metade-da-producao-nacional/

•A produtividade média brasileira é da ordem 50 ton/ha, pois inclui pomares jovens (ainda não produzem), pomares velhos em declínio de produção e áreas menos tecnificadas. Nos pomares em plena produção, as produtividades chegam a 80 ton/ha. A qualidade da fruta brasileira melhora a cada ano.

•A pomicultura emprega diretamente cerca de 50 mil trabalhadores. Para a colheita são necessários 45 mil agricultores. Ainda não há no Brasil, e nem em outros países, máquinas capazes de colher maçãs. Há muita pesquisa nesse tema e os avanços em robótica prometem resultados no futuro.

•Em três décadas, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), a produção do Brasil cresceu mais de 6.000%. A maçã movimenta R$ 7 bilhões na economia e exportação nacional crescerá em 2021.

Veja a evolução da produção de maçãs no Brasil, no link da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã https://www.abpm.org.br/


•De importador de maçãs, o Brasil tornou-se fornecedor internacional. O Brasil participa com 1,34% da produção mundial de maçãs e está entre os 10 maiores produtores da fruta no mundo. A China detém 52% da produção mundial, seguida pelos EUA, Turquia, Irã, Itália, França, Polônia, Rússia, Argentina e Brasil. Os principais destinos da fruta nacional foram Rússia (31%), Bangladesh (29%) e Índia (11%).

Saiba mais sobre a produção brasileira de maçãs no link https://revistacampoenegocios.com.br/macas-o-que-voce-ainda-nao-sabe-sobre-a-atividade/

•No primeiro trimestre de 2021, o Brasil aumentou sua exportação de maçã em 112% no valor e 89% no volume.

•A queda da qualidade dos frutos argentinos resultou em menos embarques para mercados como Europa, Nova Zelândia e África do Sul. A saída do Reino Unido da União Europeia pode beneficiar a exportação brasileira de maçãs. O consumo de maçãs por ingleses é alto. E há previsão de redução tarifária com o Brexit. Além da boa demanda internacional, o dólar valorizado também ajuda.

Leia mais sobre as oportunidades de exportação da maçã brasileira no link https://www.cnabrasil.org.br/noticias/cna-debate-mudancas-e-oportunidades-para-o-agro-brasileiro-com-o-brexit

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