Neste ano não faltará arroz na mesa

•Em 2021, não faltará arroz no mercado brasileiro, não haverá desabastecimento, nem alta de preços, como ocorreu em 2020. No pior momento deste período de isolamento devido à Covid, o arroz atingiu os maiores valores históricos de compra. No segundo semestre de 2020, apesar de preços acima de 100 reais a saca, poucos produtores se beneficiaram desses preços.

•Agora acabou a colheita do arroz no Rio Grande do Sul, o grande produtor do Brasil. Contrariando previsões pessimistas e especulativas, a produtividade veio bem acima do esperado: 8,8 toneladas por hectare, contra as 8,3 ton/ha de 2020. Um recorde histórico.

•Essa cultura irrigada de verão é intensiva e usa muita tecnologia. Graças ao controle rigoroso de pragas e doenças, à adubação adequada e ao bom manejo da água – até para reduzir as ervas daninhas - a cultura do arroz surpreendeu. Ela estava pronta para responder positivamente ao clima favorável, e até excepcional, deste ano.

Confira as tecnologias-chave para alcançar boa produtividade no arroz, no link https://issuu.com/lavouraarrozeira/docs/circular_t_cnica_valendo

•Durante o verão, faltou chuva no Rio Grande do Sul. Os pequenos períodos de seca (ou veranicos) prejudicaram as lavouras de soja e milho, mas beneficiaram o arroz. Menos nuvens no céu, mais luz. Com mais luminosidade, as plantas fizeram mais fotossíntese em pleno período de reprodução e frutificação. E, por ser irrigado, o arroz não ficou sem água.


Veja o artigo publicado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) sobre o clima, no link https://irga.rs.gov.br/nem-el-nino-nem-la-nina-outono-inverno-sera-de-neutralidade-climatica

•A área plantada manteve-se estável com relação ao ano passado. Ela é relativamente pequena comparada a outros cultivos: um pouco mais de um milhão de hectares irrigados. E representa 40% do uso da água em irrigação no Brasil! O Rio Grande do Sul concentra 73% do total, seguido por Santa Catarina (12%) e Tocantins (8%). Os dados são do Mapeamento do Arroz Irrigado no Brasil, produzido por Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).

Saiba mais no site da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), no link https://www.gov.br/ana/pt-br/assuntos/noticias-e-eventos/noticias/mapeamento-da-ana-e-da-conab-identifica-1-3-milhao-de-hectares-de-arroz-irrigado-no-brasil

•Os rizicultores já cuidam da próxima safra com uma projeção de aumento de 20 a 30% no custo de produção. A situação recomenda cautela, atualizar custos e muito cuidado com novos investimentos. Antecipar compra de fertilizantes e defensivos é uma boa precaução. Na próxima safra, a área plantada certamente será mantida.

•Neste ano, com a safra maior, com umas 500,000 toneladas a mais, está garantida a tranquilidade no abastecimento do mercado interno.

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