O agronegócio do cavalo

  • Em São Paulo, o movimento da Revolução Constitucionalista de 1932 é relembrado, particularmente, no mês de julho. Uma das participações pouco conhecida do mundo rural no Movimento Constitucionalista se deu com o cavalo Mangalarga. Esse cavalo de lida, trabalho e lazer, assumiu o emprego militar em 1932. E nesse e em outros destinos segue até hoje.
  • Dada a qualidade da tropa equina da região nordeste do Estado e o idealismo de sua gente, ao irromper a Revolução Constitucionalista, constituiu-se o Regimento de Cavalaria Rio Pardo. Além dos cavalos da raça Mangalarga, recursos financeiros e mantimentos foram doados por fazendeiros. Sobre a participação do Regimento de Cavalaria Rio Pardo nos combates, ver: http://memoria.bn.br/pdf/720216/per720216_1932_00068.pdf
  • Hoje, a raça Mangalarga possui cavalos de alto valor zootécnico, adquirido em mais de cem anos de seleção de marcha trotada, resistência e rusticidade. A raça em nada perde para outras estrangeiras. Sobre as características e a história do cavalo Mangalarga marchador, ver: http://www.abccmm.org.br/araca
  • O rebanho mundial de equinos é de cerca de 60 milhões de cabeças. Os EUA reúnem 9,5 milhões de cabeças, a China quase 7 milhões, o México 6,4 milhões e o Brasil quase 6 milhões, dos quais apenas000 registrados em associações hípicas. A maioria desses animais trabalha no campo, na lida com o gado, de Norte a Sul do Brasil. E a posição do Brasil no ranking mundial de equinos se deve sobretudo à raça Mangalarga marchador.
  • Os elos da cadeia produtiva do cavalo, além dos haras e coudelarias, da cria e recria, associa diversos segmentos industriais e de serviços. Empregos são gerados em atividades com produtos veterinários, rações, feno, selaria, casqueamento, ferrageamento, transporte, leilões, rodeios, vestimentas, exposições e concursos, exportação e importação, seguros etc. E também em atividades de equoterapia, hipismo, trote, polo, vaquejada, turismo equestre, emprego militar, escolas de equitação, carne e curtumes, além do emprego direto de jóqueis, tratadores, veterinários, adestradores, zootecnistas etc. Todos esses elos, na montante e na jusante das fazendas, constituem o agronegócio do cavalo, sempre em crescimento.
  • O cavalo é fundamental na lida com 215 milhões de bovinos, o maior rebanho comercial do planeta. E o Brasil não seria o maior exportador mundial de carne bovina sem seus cavalos e cavaleiros.

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