Consumo de pesticidas no Brasil


- Campanhas constantes apontam o agrobrasileiro como grande utilizador de pesticidas. Chegam a afirmar que o brasileiro consome 5,2 litros de agrotóxicos por ano!! O número resulta de uma manipulação grosseira, de um cálculo enganador: a divisão do total de pesticidas consumidos no país pela população.

-Utilizar agroquímicos no campo não significa envenenar a comida dos brasileiros.

-Mais da metade dos pesticidas usados nas lavouras brasileiras vai para as lavouras de exportação: soja, algodão e milho. Esses alimentos não são consumidos aqui. Estariam, então, na dieta de consumidores da Europa, China ou Japão? Também não. O Brasil exporta seus produtos para 160 países em todo o mundo. E atende as exigências internacionais que controlam a existência de resíduos de pesticidas. Além, disso, o Brasil ainda atende exigências adicionais de diversos países, mais restritivas do que os padrões internacionais.

-Outra parte dos defensivos destina-se a cultivos de fibras e energia. E não de alimentos. Eucaliptos, pinus, algodão e cana-de-açúcar são matérias primas na produção de celulose, lenha, carvão, tecidos e etanol. Nada disso chegar ao prato do consumidor. Nem aqui, nem no exterior. Mesmo na produção do açúcar há um processamento posterior à colheita, que elimina eventuais resíduos.

-Finalmente, na produção de alimentos consumidos no Brasil, é falso afirmar que o brasileiro ingere ou bebe essas substâncias. Herbicidas, por exemplo, são aplicados no começo do plantio, num período distante da colheita e já se degradaram quando o alimento chega aos mercados.

-Mesmo quando pesticidas são aplicados na parte comestível das plantas (folhas, grãos ou frutos) ainda há fases de beneficiamento e processamento que eliminam eventuais resíduos, como retirada das cascas.

-E o tempo entre a última aplicação do produto e a data da colheita ainda evita que os pesticidas terminem no prato do consumidor, pois essas substâncias químicas ativas se degradam pela ação da temperatura, luz, umidade ou restam em quantidade tão reduzida e diluída que não oferecem mais perigo.

-Ciência e consciência no uso das tecnologias em sanidade vegetal devem andar juntas.

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