Brasil é estratégico para a segurança alimentar mundial


De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), a OMS (Organização Mundial da Saúde) e outras entidades internacionais, cada pessoa necessita consumir, em média, 250 kg de grãos por ano para viver. Ou seja, uma tonelada de grãos alimenta quatro pessoas durante um ano.

- Para saber se um país é capaz de garantir sua segurança alimentar, geralmente se divide a população por 250 kg de grão por ano. Os países com produção superior a esta necessidade básica estão em segurança alimentar. Aqueles que produzem menos e não asseguram nem 250 kg por habitante/ano, estão em insegurança alimentar. É o caso da maioria dos países africanos e diversos países em desenvolvimento, que dependem até da ajuda internacional. Mas também é o caso de países desenvolvidos e industrializados, como Japão, China, Coreia do Sul e outros, que têm os recursos financeiros para pagar suas importações de alimentos.

- Por esta conta, o Brasil hoje produz grãos suficientes para alimentar mais de quatro vezes a população brasileira. Para garantir a própria segurança alimentar, o Brasil precisaria produzir cerca de 50 milhões de toneladas de grãos por ano. Ora, a safra brasileira de grãos 2018/2019 terminou com uma produção de 242 milhões de toneladas de grãos e para a safra de 2019/2020, um novo recorde se anuncia, acima de 245 milhões de toneladas (Confira no link https://www.sna.agr.br/conab-e-ibge-destacam-recorde-da-safra-de-graos-em-2019-e-2020/).

- Em outras palavras, a produção anual de grãos do Brasil é suficiente para alimentar quase um bilhão de pessoas. Se ainda agregarmos aos grãos a produção de outros alimentos de origem vegetal (tubérculos, frutas, hortaliças, castanhas, óleos, açúcar) e animal (carnes, leite, derivados) seria possível assegurar alimentação para mais de 1,5 bilhão de pessoas!

- E não é só isso, a OMS também se preocupa com a qualidade da comida. Segurança alimentar não é apenas quantidade, é alimento saudável, nutricionalmente adequado, sem contaminação por água poluída, microrganismos ou agroquímicos. Algo que o Brasil também tem condições de assegurar em suas exportações.

- Os produtos brasileiros são competitivos no mercado internacional. Não só produzimos muito. Produzimos de forma competitiva, com redução de custos, com baixas emissões de carbono, com responsabilidade, com controle racional de pragas e doenças. As exportações de alimentos do Brasil resultam de muita inovação e sustentabilidade.

- Em 2019, o crescimento mais extraordinário das exportações brasileiras ocorreu com o milho: um recorde de 43 milhões de toneladas exportadas. Isso tornou o Brasil o maior exportador de milho do mundo, no ano passado, ultrapassando o Estados Unidos. - E em 2019, o clima não foi especialmente favorável: ocorreu seca e o aumento de temperatura prejudicou o desempenho em estados como Paraná, São Paulo, Goiás, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Mesmo assim, mais uma vez, o uso de tecnologias, principalmente a irrigação, permitiu aos produtores brasileiros minimizarem as variações climáticas, sempre presentes na atividade agrícola.

- Toda essa exportação de milho quase trouxe desabastecimento por aqui. A procura por milho foi intensa, até porque a seca no Rio Grande do Sul reduziu a produção da primeira safra. O preço do milho subiu no mercado interno e houve aumento no custo da ração e da produção de suínos (em 8,4%) e de frangos (em 6%), como apontou estudo da Embrapa Suínos e Aves (Veja em https://www.embrapa.br/suinos-e-aves).

- Em 2019, a agropecuária brasileira exportou 96,8 bilhões de dólares. Ela aproveitou a demanda internacional aquecida pelo conflito China–EUA e os preços favoráveis. Isso representou 43,2% do total das exportações do país. Um aumento de 1% com a relação a 2018. Em dez anos, segundo o Ministério da Agricultura, o agronegócio trouxe ao Brasil US$ 931 bilhões. Foram trilhões do mundo que entraram no Brasil.

- O valor total da produção agropecuária (o que foi produzido x o preço médio de venda) em 2019 foi recorde: quase R$ 631 bilhões, sendo 2,6% maior que 2018. Foram R$ 411 bilhões nas lavouras e R$ 220 bilhões nas carnes, vindos do trabalho na terra. Quantas oportunidades foram criadas nas cidades com os gastos de parte destes bilhões em imóveis, automóveis, restaurantes, supermercados, contratação de serviços e outros?

- Como diz o professor Marcos Fava Neves, da USP (Universidade de São Paulo): é preciso, por parte dos brasileiros, muito respeito ao agronegócio, a começar por imaginar como seria a vida com uma agropecuária sem estes resultados. Isso traria inflação mais alta, comida mais cara, economia em retrocesso, menos empregos, impostos mais elevados, juros mais altos etc. (Confira no link https://www.youtube.com/watch?v=CwsXtLxekTY).

- Com pragmatismo, tecnologia, inovação e preservação ambiental, o agronegócio brasileiro produz cada vez mais alimentos e sempre melhor. Os alimentos sadios e saudáveis do Brasil, alimentam o mundo. Há mais de uma década, o Brasil já é um celeiro da humanidade. E grande parte dessa humanidade fala mandarim.

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