Ganha-ganha: plantas alimentam bactérias e recebem nutrientes de volta


-           No Brasil, a bioestruturação dos solos busca incrementar a diversidade microbiológica do solo e, assim, garantir a fertilidade e uma estrutura da terra favorável ao desenvolvimento de raízes e obter culturas resistentes a estresse (frio ou seca) e a doenças e pragas.

-           O foco principal dessa “adubação” biológica é repor a biodiversidade do solo, especialmente de bactérias, por sua multifuncionalidade no sistema de produção. O inóculo ou a “semente” dessa diversidade é produzida por empresas especializadas e periodicamente fornecida aos agricultores. Eles a multiplicam por fermentação nos próprios imóveis rurais, através de dispositivos adequados como biofábricas de inox (sistema de Manejo Biológico on farm) ou tanques abertos (sistema de Compostagem Líquida Contínua), antes de aplicar o produto final nos campos. Saiba mais sobre a adubação biológica no link http://www.agricultura.gov.br/assuntos/camaras-setoriais-tematicas/documentos/camaras-setoriais/fruticultura/anos-anteriores/microgeo-adubacao-biologica-45.pdf.

-           Análises moleculares indicam a existência de até 500 grupos diferentes de bactérias, fungos e outros microrganismos, numa fermentação bem-feita, visando à reposição biológica do solo. Cada microrganismo tem função específica, mas todos trabalham em conjunto, como é próprio da natureza.

-           Essa “adubação” biológica contribui para a formação ou incremento da microbiota do solo e amplia as conexões com a planta, pela exsudação. A aplicação é da ordem de 150 litros por hectare. A água de diluição de herbicidas, por exemplo, pode ser usada para distribuir esse fertilizante biológico, como demonstrado pelo Departamento de Microbiologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz das Universidade de São Paulo (Esalq/USP). Leia mais no link http://www.usp.br/agen/?p=16501.

-           Grande parte da energia gerada nas plantas pela fotossíntese se destina à exsudação. Em média, 30% dos elementos assimilados pela planta via fotossíntese são exsudados pelas raízes. O milho exsuda mais de 1 milhão de litros de polissacarídeos por hectare durante seu ciclo. Isso corresponde a mais ou menos 10 toneladas de matéria orgânica seca exsudadas pelas raízes de milho no solo e disponibilizadas para a microbiota.

-           Esses exsudados alimentam a vida biológica no entorno das raízes da planta (rizodeposição). E a biodiversidade devolve para a planta todos os benefícios do sistema. A funcionalidade da bactéria está, principalmente, na troca de cargas com o mineral e na solubilização de rochas e minerais.

-           Saiba mais sobre as trocas entre raízes e microrganismos no link https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/agricultura_e_meio_ambiente/arvore/CONTAG01_22_299200692526.html.

-           Leia mais sobre a microbiota do solo e sua relação com a qualidade do meio ambiente na publicação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), disponível no link http://www.iac.sp.gov.br/publicacoes/publicacoes_online/pdf/microbiota.pdf.

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