Brasil tem novo recurso para controlar lagarta-do-cartucho

Coluna Evaristo

• Entre os maiores agropesadelos dos produtores rurais brasileiros está a lagarta-do-cartucho, também chamada de lagarta-militar ou lagarta-dos-milharais. Ela é a larva de uma mariposa marrom de 40 milímetros e seu nome científico é Spodoptera frugiperda. Desde 2016 invadiu pelo menos 28 países da África e, a partir de 2018, espalhou-se também pela Índia, Sri Lanka e China.

• Além de ser uma das mais importantes pragas do milho no Brasil, esse inseto polífago ou generalista, ataca uma ampla gama de plantas em diversas famílias, incluindo hortaliças, flores, pastagens, reflorestamentos, tabaco, mandioca e cereais. É também uma praga importante do algodão.

• Leia mais sobre a lagarta-do-cartucho no link (em inglês) https://en.wikipedia.org/wiki/Fall_armyworm e sobre seus impactos e formas de controle no link https://www.agrolink.com.br/problemas/lagarta-do-cartucho_252.html.

• O desenvolvimento do milho transgênico Bt, com a incorporação de uma proteína extraída da bactéria Bacillus thuringensis, representou uma ferramenta relevante no controle da lagarta e levou à redução das pulverizações de inseticidas químicos. A proteína Bt é tóxica para o inseto. Contudo, vários estudos recentes já constatam o surgimento de resistência dessa espécie de praga às proteínas do Bt expressas no milho transgênico, nas condições tropicais de cultivo.

• Confira como se dá a resistência da lagarta à proteína inseticida Bt no link https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/38672729/lagartas-do-cartucho-resistentes-transferem-proteina-bt-para-seus-descendentes

• Um exemplo é uma vespinha parasitoide do gênero Trichogramma, liberada nas plantações na fase de postura de ovos da praga e utilizada amplamente na agricultura brasileira em associação com Baculovirus Spodoptera, um biopesticida aplicado na fase de lagarta.

• Veja como é feito o controle biológico da lagarta-do-cartucho no link https://www.promip.agr.br/o-manejo-integrado-da-spodoptera-frugiperda-no-milho/ e no link https://www.grupocultivar.com.br/artigos/tecnologia-consolidada-trichogramma-no-manejo-de-lepidopteros

• Outro recurso são os feromônios (ou ferormônios) produzidos pelas fêmeas adultas. Eles já são usados em armadilhas fixas para atrair machos, para monitorar o nível de infestação da praga e prever surtos ou para orientar algum controle localizado.

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