Produtos típicos geram renda para 3,1 mil famílias

Quem viaja ao Litoral Norte do Rio Grande do Sul no verão tem a oportunidade de apreciar ou saborear, em quitandas e barracas espalhados ao longo da estrada, delícias como abacaxis, maracujás, melancias, bananas, abóboras, caldo de cana-de-açúcar e produtos derivados destes, como doces, biscoitos e bolos, entre outros. Esse comércio sazonal à beira de rodovias é só uma parcela mais visível de uma cadeia econômica que se movimenta mais nesta época do ano em vinte municípios que compõem a região, de Torres, ao Norte, até Palmares do Sul, ao Sul, todos próximos da orla oceânica. Ela é formada pelos produtores, transportadores e comerciantes e gera renda familiar e empregos temporários na estação.

O coordenador da área de fruticultura da Emater/RS, Antônio Conte, diz que o cultivo de frutas no Litoral Norte remonta ao início do século 20, quando cresceu a venda de terrenos na região e algumas famílias demonstraram interesse em se fixar. Parte dos produtores escolheu a orizicultura e outra parte as frutas tropicais. Segundo Conte, em 2017 foram colhidas no Litoral 5,2 mil toneladas de abacaxi, 119 mil toneladas de banana e 5,2 mil toneladas de maracujá, em quase 12 mil hectares cultivados por 3,1 mil famílias. “O litoral se adapta a frutas que não resistiriam em regiões como o Planalto e a Serra, onde ocorrem frio e geadas”, compara.

O técnico explica que o Rio Grande do Sul não é autossuficiente na produção de abacaxi e banana, mas é grande exportador de maracujá para outros Estados brasileiros. “Produzimos um terço das bananas consumidas pelos gaúchos e o abacaxi daqui é todo consumido de dezembro a março”, relata. “Depois importamos a fruta do Nordeste”. Já o maracujá, cultivo que se expandiu nos últimos 10 anos, tem pouco consumo local, cerca de 20%. O restante é enviado a outros estados.

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