Brasil: de 2º importador a 2º exportador mundial de algodão

- Em que pese a imensa variedade de fibras artificiais disponíveis no mercado, o algodão continua sendo a mais importante das fibras têxteis, valorizado por estilistas, confecções e consumidores de todo o mundo. Planta de aproveitamento completo, o algodoeiro fornece diversos produtos de utilidade. No campo, o produtor colhe o algodão em caroço, composto de pluma (fibra) e de caroços (sementes com línter). Em usinas algodoeiras, a fibra é separada dos caroços e destinada à utilização na indústria de fiação e tecelagem. As sementes são separadas, para uso na indústria de alimentação, além de grande número de produtos secundários. E o línter segue para aplicações nobres, como a fabricação de papel-moeda, algodão hidrófilo e tecidos cirúrgicos.

- O Brasil começou a produzir algodão no século XVIII, para exportar para a Inglaterra, maior consumidor mundial à época. A cotonicultura floresceu a partir da Primeira Guerra Mundial, quando foram instaladas tecelagens, sobretudo em São Paulo. E a cultura manteve um papel importante no Nordeste até meados dos anos 1980. Leia no link https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/141686/1/Historia-do-bicudo-no-brasil.pdf. 

- No final dos anos 1990 – quando o Brasil era o segundo exportador mundial de algodão – a cultura começa a ser plantada nos cerrados do Centro Oeste e do Oeste da Bahia, com diversas tecnologias de controle do bicudo, maquinário moderno e produtividade crescente.

- Em 2019, a produção brasileira de algodão foi de 2,9 milhões de toneladas e as exportações somaram 1,8 milhão de tonelada. Os Estados Unidos ainda exportam o dobro do Brasil, mas o país já exporta mais do que os 14 países produtores de algodão da África, juntos. Confira no link https://abrapa.com.br/Paginas/dados/algodao-no-mundo.aspx. 

- Atualmente, cerca de 98% das exportações brasileiras têm como destino o continente asiático, maior parque têxtil do mundo. Entre os 10 maiores importadores estão a China (34% do total exportado), Vietnã (14%), Bangladesh e Paquistão (ambos com 11%). As exportações brasileiras somam valores da ordem de US$ 2,9 bilhões.

- A produtividade média nacional, em 2019, foi de 1,8 tonelada por hectare em 1,6 milhão de hectares plantados. Desses, mais de 1 milhão de hectares estão no Mato Grosso, seguido pela Bahia com 331.000 ha. O custo de produção varia entre R$ 7.500,00 a 8.500,00 por hectare, ou, na média, R$7.800/ha.

- O Brasil possui 242 usinas de beneficiamento. Estas usinas têm capacidade de beneficiar 100% da produção nacional. A maioria das algodoeiras está localizada dentro das propriedades agrícolas, de modo que o transporte se torna mais rápido e mais barato para o cotonicultor.

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